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Balthazar Barros Júnior, filho do Balthazar Barros e da Gláucia Garcia do Nascimento era um garoto sadio até o dia em que a mãe dele percebeu apavorada que o seu filhinho querido e amado estava tendo dificuldade de levar o garfo com comida até a boca e que a boca da criança estava apresentando-se ligeiramente torta para um dos lados, e como consequência o Balthazar também puxava a perna direita de um modo quase que imperceptível.
Após alguns dias o diagnóstico foi revelado: aneurisma cerebral em estado avançado (tumor no cérebro).
O desespero tomou conta dos pais, que ainda se sentiram com sorte pelo fato de pessoas amigas os orientarem nas primeiras providências junto ao SUS (sistema único de saúde) para que eles conseguissem o encaminhamento para o tratamento no Hospital Albert Einstein local para onde ele se desloca todos os dias para receber o tratamento adequado na cidade de São Paulo. |
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PERFIL DOS PAIS: BALTHAZAR BARROS 37 anos, Técnico de estúdio e especializado em acústica e conforto sonoro e é também um excelente cantor e tecladista realizava diversos shows durante quase toda a semana em bares, casas de shows, aniversários e nos finais de anos os shows nas datas especiais em clubes e empresas diversas. O BALTHAZAR também é especialista em gravação de estúdio, pois o mesmo é proprietário do estúdio Be-a-Beat Studio’s e realiza gravações de CDS, DVDS com a vantagem de que ele dirige e acompanha no teclado a realização das gravações feitas em seu estúdio. O BALTHAZAR também tem um CD DEMO PRONTO PARA CONTATAR AS GRAVADORAS, mas infelizmente com a doença do filho, tudo ficou para trás: os shows, o estúdio, o teclado, o computador junto com os seus programas especiais para gravações e acompanhamentos e os seus rendimentos mensais. Atualmente ele está totalmente envolvido com o tratamento do filho, não tem cabeça para nada, nem mesmo para procurar algum tipo de trabalho na área dele na grande São Paulo.
GLÁUCIA 33 anos, fez o curso de gestão empresarial na faculdade da unama e trabalhava como vendedora na concessionária fácil veículos da Chevrolet (vendedora premiada diga-se de passagem) até a firma ser encampada pela eurocar veículos. Gláucia abandonou o emprego, mas recebeu a promessa de que seria readmitida quando retornasse da viagem de tratamento do filho. |
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Olha euzinha de novo na 2ª campanha estrelas do mar II Ilha de Itaparica na grande Bahia (Gláucia Garcia em viagem premiada). |

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Os pais sozinhos não dispunham de recursos financeiros para arcar com as despesas das passagens e com aluguel ou estadia em hotel ou pensão na cidade de São Paulo, estranha ─ para eles ─ e totalmente desconhecida e enorme para a concepção de cidade comparada com a que eles conviviam (Belém do Pará).
A avó materna dona Rosalinda se cotizou com os outros filhos e a irmã da Gláucia a Cristina e mais a ajuda de uns parentes do Balthazar que lhes transferiram suas milhagens que davam direito a desconto na compra de passagens aéreas.
Para residirem em São Paulo socorreram-se com uma prima da Gláucia, que lhes cedeu para morarem com ela e o seu Irmão em seu pequeno apartamento distante uma hora do Hospital Albert Einstein. No princípio os pais do Juninho alugavam um carro para fazerem o percurso todos os dias para o Hospital. Após a urgência do início do tratamento, o aluguel do carro ficou caro demais e a dona Rosalinda deu uma apertada no orçamento financeiro dela e enviou o carro deles via transportadora para São Paulo.
O Balthazar começou a dirigir em São Paulo sem nenhuma experiência no trânsito maluco da maior cidade do país encarando do mesmo jeito que estava acostumado a dirigir na cidade pequena de Belém do Pará. Um mês depois quando retornava do Hospital pela Avenida do Tietê um daqueles caminhões que o motorista dirige feito louco bateu na lateral do automóvel que rodopiou e foi parar na pista contrária, todo amassado. O irresponsável do caminhoneiro fugiu. E os pais marinheiros de primeira viagem nas estradas de São Paulo ficaram para trás rezando por não terem capotado e sofrido lesões corporais. E mais preocupados ficaram com o prejuízo do carro um corsa 2008, pois eles não teriam dinheiro para consertá-lo. E a Gláucia chorou muito no local do acidente pelo fato de ter consciência que o seguro do carro estava vencido e ela não teve condições financeiras para renová-lo.
No dia seguinte a Gláucia telefonou para uma amiga e colega do seu antigo emprego e lhe contou chorosa e sofrida o resultado do acidente. E logo em seguida recebeu a notícia inesperada, o resultado da interferência da mão de Deus! A amiga revelou para a Gláucia que o seguro do carro foi renovado por ela e estava pago, portanto o conserto do carro estava garantido e foi o que aconteceu, o carro foi consertado pelo seguro. |
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O Juninho e sua irmã mais nova a GABI 2 anos e meio e o seu belo cabelo que ela ama de montão. |

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Juninho e o seu pai Balthazar |
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Balthazar pai do Juninho |
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O SOFRIMENTO DA DOR DIANTE DO TRATAMENTO DO FILHO, A MÃE EXPRESSOU ESTE PENSAMENTO:
Deus ( Jeová) é tudo !! E as vezes agente esquece e tende a viver sem o alimento mais precioso que é o espiritual, e a vida acaba nos pregando peças para nos encontrarmos e essas peças as vezes são pelos caminhos mais difíceis, ou seja, provações que nos obrigam a buscar toda fé escondida na alma e no espírito e acreditar que tudo vai dar certo, porque Deus Jeová quer que dê certo. Meu coração está triste mas também está cheio de pensamento positivo e fé que minha família será sempre feliz...... Balthazar ( pai), Balthazar Jr, Gabriella e eu Gláucia.....
Pai amado abençoa meu filho neste momento em especial...... |
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O SOFRIMENTO DA DOR DIANTE DO TRATAMENTO DO FILHO, O PAI EXPRESSOU ESTE PENSAMENTO:
Estou encontrando o melhor da humanidade...quem disse que o mundo está se perdendo não conhece o amor dentro de cada ser humano. |
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Gláucia com o Juninho |
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O Juninho está sendo tratado no HOSPITAL INFANTIL DO GRAACC para combater o câncer infanto-juvenil, o Instituto de Oncologia Pediátrica — IOP/GRAACC/UNIFESP. O GRAACC atende criança e adolescentes de todo o Brasil, garantindo a todos uma assistência de altíssimo nível e realizando milhares de atendimentos por mês. Ele recebe o tratamento com quimioterapia, fonoaudióloga, psicoterapia e fisioterapia. Os resultados de melhora aparente são tipo relâmpago, eles chegam provocam alegria em todas as pessoas que estão envolvidas com o Juninho, logo em seguida a melhora vai embora e fica o mal-estar, o vômito e o cansaço resultado da viagem desgastante de duas horas dentro do carro sendo sacudido impiedosamente durante o percurso.
Já é visível a sua aparência com a boca torta, a falta de sensibilidade e movimento do braço e da mão direita, a dificuldade que ele sente para andar, pois anda puxando a perna direita, o olho esquerdo não abre. Por causa de uma certa dificuldade com o aproveitamento dos olhos, ele está usando um tapa-olho no olho direito.
A estadia dos hospedes descapitalizados no apartamento está comprometida, os moradores se desentenderam por motivo de seguirem religiões diferentes. Os titulares do apartamento que abrigaram os hospedes chegados de Belém seguem uma determinada seita evangelista. E a Gláucia e o Balthazar, além de suas práticas religiosas católicas, também se voltaram para se fortalecerem frequentando as reuniões espíritas e eles levam o Juninho para as reuniões. A titular do apartamento sempre que amanhece um novo dia tem feito questão de demonstrar a sua insatisfação com os parentes em sua residência, (a religião dela condena o espiritismo) e para forçar a saída deles mais depressa cancelou a internet para que eles não usassem mais o computador dela, já que o Balthazar deixou o computador dele em Belém.
Diante da impossibilidade de permanecerem no apartamento da prima, o melhor lugar de São Paulo, pois lá eles não pagavam aluguel, estão sendo forçados a tomarem a decisão de alugarem um imóvel para que possam mudar de endereço e exercitarem com inteira liberdade a fé que está dentro deles. Os primeiros imóveis encontrados durante a pesquisa deles, eram proibitivos por causa dos preços dos aluguéis. Mas o clima entre os moradores está ficando insuportável e praticamente ninguém está aturando ninguém. Agora o único assunto que se demoram conversando é a respeito da data em que eles vão desocupar o apartamento? Imaginem se eles estivessem morando em casa de estranhos!
No transcorrer do tratamento, a saudade bateu no peito do Juninho, ele sentiu falta da sua antiga escola Centro Integrado Primeiros Passos (CIP) ─ a escola colocou um banner com a foto do Juninho na área do recreio ─ e dos seus amigos de classe e dos amigos da escola como um todo. A diretoria e os professores se uniram e programaram para em duas oportunidades distintas realizarem duas teleconferências para que as saudades fossem sanadas. Sanou, as teleconferências foram realizadas e a emoção foi geral, dos professores aos alunos, as lágrimas insistiram em rolarem em faces sem controles. Esta teleconferência aconteceu antes que eles ficassem privados do computador e da internet. |

























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